“Os poetas cansam-nos a falarem do amor.” – Teatro Carlos Alberto a partir de 12 de fevereiro

Amor de Perdição
a partir de Camilo Castelo Branco
encenação Maria João Vicente/Teatro do Bolhão
12 — 22 Fev
Teatro Carlos Alberto
Duração aproximada – 1h30
M/14 anos
Sempre que regressamos a este texto, tudo é novo. Vamos comprová-lo na reposição do Amor de Perdição que Constança Carvalho Homem (dramaturgia), Maria João Vicente (encenação) e um jovem elenco nos deram a viver em 2024. Quem nunca “morreu” de amor? Ou se comoveu com a história de Teresa, Simão e Mariana? Camilo diz que “os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor”. Existe experiência mais avassaladora? Existe, claro: a morte. O amor e a morte estão sempre demasiado próximos. O princípio e o fim.
No espetáculo, entre um e outro, vários planos se retroalimentam: às cenas dialogadas aliam-se a narração do texto, a leitura da correspondência entre os amantes, os comentários do autor. Camilo escreveu esta obra em 1861, quando estava preso na Cadeia da Relação do Porto por causa de um amor proibido. “Escrevi o romance em quinze dias, os mais atormentados de minha vida.” Neste Amor de Perdição, esse fluxo contínuo vai de “um gesto rápido e violento” a uma canção que reverbera em corpos cansados. “O amor aprisiona ou liberta?”
Sessões escolas – 12 qui + 13 sex +18 qua 11:00 + 15:00 + 20 sex 15:00
Público em geral – 14 sáb + 17 ter + 19 qui 19:00 + 20 sex 21:00 + 21 sáb 19:00 + 22 dom 16:00
Créditos
a partir de Camilo Castelo Branco
encenação Maria João Vicente
adaptação e dramaturgia Constança Carvalho Homem
cenografia Cátia Barros
figurinos Lola Sousa
desenho de luz Pedro Vieira de Carvalho
sonoplastia João Pinto Félix
assistência de encenação Matilde Cancelliere
assistência de cenografia e figurinos Ruben Ponto
realização de figurinos Mafalda Costa
construção de cenografia Filipe Mendes
apoio técnico Fábio Pinheiro
produção executiva Rosa Bessa
direção de produção Glória Cheio, Pedro Aparício
interpretação Anabela Sousa, Bernardo Gavina, João Cravo Cardoso, Leonor Reis, Mariana Sevila, Matilde Cancelliere, Pedro Couto, Rita Reis, Vicente Gil
coprodução Teatro do Bolhão, Teatro Nacional São João
apoio Casa de Camilo